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As 5 camadas do ser

gostem ou não, funcionamos em camadas – como as cebolas!

a mente é o mecanismo mais complexo que o ser humano possui e para mim objeto de enorme atração. compreender o funcionamento da mente pode nos levar a transpor certos padrões errados que adotamos, mas nos atermos fixamente a isso certamente nos levará a loucura…

por trás de qualquer movimento, ou seja, por trás dos pranas, a mente permeia todos os aspectos do ser. do exterior para o interior do nosso corpo, a consciência vai fluindo da forma mais grosseira para a mais sutil, correspondendo aos 5 elementos.
o ego, ahamkara em sanscrito, ou o Eu inferior é representado pelo elemento mais grosseiro de todos, a terra, sendo também a manifestção mais grosseira – e desculpem o trocadilho, mais estúpida! – da mente. é responsável pela nossa sensação de imcompletude e infelicidade. nos identifica com determinado corpo, ou seja, com a forma, além de prender-nos às noções de tempo e espaço. mas, é também a camada da mente que cumpre a função de nos conferir a identidade necessária para a expressão da nossa própria existência.
a mente dos pensamentos comuns, das sensações e emoções, manas ou mente exterior é representada pela água e nos confere a habilidade de estarmos sempre fluindo para fora, entrando em contato com o mundo. responsável pela capacidade de reunir impressões sensoriais possibillitando sua apreensão e acúmulo em nós mesmos. [ah, e é ela que dificulta o êxito na meditação!!]
a inteligência, buddhi, ou mente intermediária é representada pelo fogo, agni. a inteligência é o agni mental onde conseguimos processar os conceitos de verdadeiro ou falso, real ou irreal, bom ou mau. ou pelo menos deveríamos! é também a luz da razão que nos dá a capacidade de pesar, medir e avaliar. a inteligência pode ser subdividida em intelecto ou inteligência verdadeira. o intelcto funciona sob o comando do ego, da emoção e dos sentidos. nos confere uma visão materialista da vida e nos faz buscar satisfação nos objetos externos. a inteligência verdadeira transcende a tudo isso, indo além dos sentidos e das aparências, nos revelando a verdadeira natureza das coisas.
o coração ou mente interior, chitta, é representada pelo ar e a camada por onde fluem os pensamentos e sentimentos profundos. por meio do ar nos movemos, agimos e funcionamos como seres conscientes. apesar de ser uma consciência mais profunda ainda é uma consciência condicionada constituindo os hábitos espontâneos e automáticos em nós. tem uma grande capacidade de mudar, reagir e se transformar. no nosso coração é onde moram nossas motivações, vontades e desejos máximos, o que de fato queremos da vida. [pelamordeDeus, que possamos acessar nossos corações!!!]
a camada mais profunda e mais sutil de todas é representada pelo elemento éter. é o Eu Superior, a alma ou Atman. nos confere uma consciência não condicionada, intemporal e infinita. proporciona a satisfação em seu valor interior e a paz em sua própria identidade. é formado por outros 3 elementos Sat-Cit-Ananda, ou seja, Eterno-Pleno de conhecimento-Pleno de felicidade, sendo, portanto, parte do todo, ou do Eu Supremo, Brahman.
“nossa consciência mais profunda é o nível em que os traumas nos afetam mais e onde eles se depositam no mais fundo de nós, sobretudo os sofrimentos do nascimento e da morte. lá conservamos nossas tristezas, nossos apegos, medos e angústias mais profundos. temos de chegar a esse nível para eliminar mágoas, hábitos e vícios profundamente arraigados. isso é muito difícil, porque chegar ao âmago da consciência requer desbastar as camadas da mente, que são numerosas e complexas.” david frawley
om tat sat!
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