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Camila

Formada em arquitetura e urbanismo pela FAU-UFRJ e em terapias ayurvédicas pelo CMIRJ. Participou de diversos cursos de culinária vegetariana e vegana, sempre nutracêutica - que tem a função de curar - com chefes renomados do rio de janeiro e do rio grande do sul. Amante da vida comunitária e do tema da sustentabilidade residiu por um ano na Ecovila Arca Verde|RS, onde participou da formação “Caminhos para a vida Sustentável”, com abordagem em temas de educação e vida conscientes nas 4 dimensões da existência humana: social, ecológica, econômica e visão de mundo. Recentemente, participou do seminário: Ayurveda e a Saúde da Mulher - pela ABRA-RJ, com a médica indiana Dra. Varsha Santosh, que pode trazer um enfoque ainda mais prático desta terapia. Certificada pelo IECAM - Instituto de Estudos da Culturas da Amazônia no curso básico de ervas medicinais e farmácia caseira. Atende em terapias ayurvédicas no Rio e em Petrópolis, com enfoque em orientação alimentar, ambulatório e rotina diária. Facilita palestras, cursos e vivências nas áreas do ayurveda, sagrado feminino, auto-conhecimento/espiritualidade e associação entre alimentação, saúde e sustentabilidade.
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Chia (Salvia hispanica)

A planta medicinal Chia (Salvia hispanica) é também conhecida por Chia-Dourada ou Golden Chia (Salvia columbariae). A Chia é rica em ácidos graxos ômega-3 e pertence a mesma família Lamiaceae.

Usos Tradicionais: constipação, diabetes, fadiga, febre, feridas, hipertensão, intestino ressecado, Mal de Alzheimer.
Propriedades Medicinais: antioxidante, demulcente, diaforético, emoliente, expectorante, laxante, nutritivo.

Tanto as sementes da Chia, quanto o restante da planta, são ricas em ômega-3, um ácido graxo poli-insaturado que oferece excelentes benefícios para a função cognitiva e ao cérebro, redução do risco de doenças vasculares e certostipos de câncer. A Chia é também rica em vitaminas, fibras alimentares e também possui propriedades antioxidantes. Na medicina alternativa, as qualidades demulcentes e refrescantes das sementes de Chia as tornam excelente para melhorar a constipação e a febre. É usada cataplasma para o tratamento de feridas. Devido a sua composição, a Chia afeta positivamente em alguns tratamentos de depressão e transtornos do humor. Também pode aliviar distúrbios cerebrais, como o Mal de Alzheimer e Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH). As sementes também podem ser úteis para os diabéticos, podendo ajudar na estabilização do açúcar no sangue e prevenção da hipertensão.

Em um estudo de 2007 no Diabetes Care, pesquisadores descobriram que pacientes com diabetes mellitus tipo 2, que consumiram 37 g de chia (cerca de 6 colheres de sopa) por dia, tiveram sua taxa de proteína C-reativa (um marcador de inflamação) diminuirem em 32%, além da diminuição da pressão arterial sistólica e diastólica, e uma melhoria na taxa de açúcar no sangue.

A semente da Chia é composta de aproximadamente um terço de proteínas, um terço de óleo e um terço de fibra solúvel dietética. O óleo na semente de Salvia hispanica contém concentração de dois terços de ácido graxo ômega-3. A semente também possui em sua composição, antioxidantes e aminoácidos, além de não conter glúten e possuir pouco sódio. É uma das fontes vegetais com maiores concentrações de ômega-3, ferro e cálcio.

Existem variações da semente de Chia, que podem ser pretas, brancas ou misturadas. No entanto, todas pertencem à mesma variedade botânica e essas diferenças ocorrem dependendo da área cultivada, o que não chega a alterar as propriedades da planta.

O Uso da Chia na Culinária

A planta inteira pode ser consumida em saladas, sopas ou cereais. As sementes da Salva hispanica podem ser comidas cruas ou adicionais a farinhas para bolos. A Chia natural fresca é uma bebida saudável quando feita por imersão das sementes em água ou suco de frutas. Pode ser também utilizada como especiaria na cozinha, para ser borrifada em pães, bolos e biscoitos.

História e Curiosidades

A Chia é uma erva nativa do Sudoeste Americano e da América Central, encontrada principalmente no México. Foi muito valorizada como fonte de alimento primária pelos Astecas. Dizia-se que uma colher de chá de semente de Chia(Salvia hispanica) era suficiente para sustentar um índio durante um longo dia de marcha. Há controvérsias sobre a origem do nome Chia, sendo que a versão mais aceita é que a palavra é derivada de chiabaan, que significa “fortalecimento”.

Outra pesquisa diz que o nome da semente, na verdade oriunda da palavra asteca “chian”, que
significa “oleosa”, sendo que a planta já foi utilizada como moeda de pagamento no império Asteca.

texto extraído do portal plantamed.
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Cosméticos Naturais x Cosméticos a base de produtos naturais

Um importante conceito se associa aos cosméticos naturais: trata-se dos “produtos orgânicos”.

Pesquisas indicam que o conceito de produtos orgânicos ainda está muito associado à alimentação e, principalmente, às leguminosas. Entre esses produtos menos conhecidos estão os cosméticos, que não são exatamente orgânicos, e sim naturais.

Os cosméticos são produzidos com extratos de plantas cultivadas com métodos orgânicos, e elaborados em um ambiente industrial semelhante ao de um laboratório farmacêutico. Nesse caso, a diferença entre o natural e orgânico é pequena, mas as semelhanças são grandes.

Entretanto, há diferenças significativas entre cosméticos naturais e cosméticos com ingredientes naturais em sua formulação. Isto quer dizer que não basta haver um ingrediente natural na fórmula para fazer do cosmético um produto natural. Para que os cosméticos sejam considerados naturais, devem seguir rígidos padrões em seu processo de formulação e não conter qualquer ingrediente químico entre seus componentes.

Desse modo, empresas como Natura, Boticário, Chamma da Amazônia e outros, que construíram a força de suas marcas a partir da ênfase da presença de ingredientes naturais e/ou provenientes da floresta amazônica em suas fórmulas, não produzem cosméticos puramente naturais.

São cosméticos com formulação química tradicional, que contêm alguns ingredientes ativos de origem natural, mas também contêm conservantes e outros aditivos químicos em sua composição.

Os ingredientes naturais, devido aos baixos percentuais nas formulações, são fortes apelos promocionais para o mercado consumidor, mas não bastam para enquadrar legalmente esses cosméticos na categoria de cosméticos naturais.

Outra associação interessante que vem à tona quando se fala em produtos naturais e orgânicos é a valorização da harmonia. Os cosméticos naturais não são preparados apenas para manter a pele bonita e sadia, eles procuram estender seus efeitos a todo o organismo, buscando um equilíbrio saudável. Os resultados estéticos finais dependerão, portanto, da saúde total do corpo.

O perigo que está oculto em nossos cosméticos

Alguns itens são tóxicos, mas a indústria afirma que as doses usadas não oferecem riscos.

Lauril sulfato de sódio, diazolidinyl urea, parabeno, sal de alumínio, formaldeído, peróxido de hidrogênio, amônia. Nem todo mundo sabe, mas todas essas substâncias com nomes estranhos e difíceis de pronunciar estão presentes na maior parte dos cosméticos que usamos diariamente, como sabonete, xampu, condicionador, hidratante, desodorante, esmalte e tintura para cabelos.

Embora não sejam proibidas, podem oferecer grandes riscos à saúde, segundo alertam entidades e empresas que lutam por cosméticos mais seguros. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamenta os cosméticos. Mas são os fabricantes que têm de apresentar documentos para comprovar que as substâncias estão dentro dos limites considerados seguros. E é aí que está o problema: a indústria, respaldada pela lei, alega que embora alguns itens sejam tóxicos, as doses usadas não oferecem riscos. No entanto,entidades que lutam por cosméticos mais seguros acreditam que, a longo prazo, esses produtos podem, sim, trazer sérios problemas à saúde. Uma dessas entidades disponibilizou na Internet o vídeo The Story of Cosmetics, que aponta potenciais perigos de componentes encontrados na maioria dos cosméticos e associa doenças como câncer, distúrbios neurológicos e infertilidade a xampus, cremes e desodorantes.

O intuito do vídeo é alertar sobre o perigo oculto presente nas fórmulas e pressionar as autoridades para aumentar o controle sobre os produtos de beleza e higiene, proibindo os mais tóxicos. No linkhttp://www.youtube.com/watch?v=b0UcYzqgtgA o internauta pode assistir a produção com legenda em português.

PRODUTOS MAIS SAUDÁVEIS Principalmente por interesse do consumidor, os conceitos “orgânico e biodinâmico”, já bastante conhecidos na alimentação, agora começam a ganhar espaço também no setor de cosméticos.

A Associação Brasileira de Produtos Artesanais, Naturais e Bem-Estar (Abrapan) nasceu há oito anos justamente para auxiliar os consumidores que estão em busca de produtos mais saudáveis. “A natureza fornece tudo o que a gente precisa na parte de alimentação, cosméticos e materiais de limpeza e a Abrapan faz o trabalho de reunir as empresas, facilitando para o consumidor que procura por essas opções”, explica a química Zuelen Maciel Dela Líbera, assessora técnica da associação, especialista em assuntos regulatórios e garantia de qualidade de cosméticos e saneantes. Atualmente, 25 empresas estão associadas à entidade. “É um ramo que está crescendo muito no Brasil, porque o consumidor está cobrando mais. Está mais exigente e preocupado com a saúde.Também aumentou o número de estudos relacionados aos perigos do uso de matérias primas sintéticas”. Para Zuelen, uma das substâncias mais perigosas presentes nos cosméticos é o formaldeído. “A Anvisa chegou até a dar um parecer técnico sobre essa substância, que hoje tem uso restrito. Mas o ideal é que não seja utilizada, pois tem potencial risco de irritação para a pele, olhos e problemas respiratórios”, ressalta. Substâncias como o parabeno e triclosan também podem causar danos à saúde, conforme a assessora técnica da associação. “Alguns estudos já comprovaram que pessoas que usam essas substâncias têm maiores riscos de sofrer de câncer e doenças do aparelho reprodutor”. A química alerta ainda para os perigos do uso de alguns corantes e essências em cosméticos sintéticos. “Eles podem causar irritabilidade cutânea, vermelhidão e coceira, além de provocar tontura e dor de cabeça”, explica. De acordo com a assessora técnica da Abrapan, quem está acostumado a usar produtos sintéticos, de início, sente a diferença de odor e coloração dos produtos naturais. “Os testes com produtos naturais estão aumentando. Com o crescimento do mercado, as empresas de matéria-prima têm investido em estudos para obter cada vez melhores produtos e resultado semelhante ao de produtos convencionais”. Agrotóxicos – São considerados agrotóxicos quaisquer produtos de natureza química, física e biológica que possuem finalidade de exterminar pragas ou doenças que ataquem as plantações agrícolas.

Os defensores do uso de agrotóxicos os chamam de “defensivos agrícolas” mas, na verdade, sabe-se o potencial prejudicial dessas substâncias para os alimentos. Elas afetam negativamente tanto a saúde humana quanto o solo, os lençóis freáticos, contaminando o meio ambiente e diminuindo a qualidade dos vegetais consumidos. Falta lei para regulamentar os naturais No Brasil, ainda não existe regulamentação dos órgãos oficiais quanto aos critérios para determinar quando um cosmético é natural. Há selos de produtos naturais, orgânicos e biodinâmicos, de certificadoras como a IBD, que é brasileira, e a Ecocert, de origem francesa. Em países da Europa e da América Central, o conceito de cosmético natural, por exemplo, estabelece que um produto não pode ter ingredientes nocivos ao consumidor nem ao meio ambiente.

Por aqui, esse critério não é seguido: qualquer marca pode adicionar extratos de plantas na fórmula e se considerar uma empresa de produtos naturais. O que diferencia um cosmético natural de um orgânico é que as matérias-primas vegetais do orgânico são mais controladas quanto à sua produção agrícola – são plantadas em solo não contaminado e cultivadas sem agrotóxicos.

Sob suspeita A Abrapan colocou em seu site uma lista com substâncias inseguras encontradas em cosméticos

Lauril Sulfato de Sódio – presente nas formulações de xampu, é uma espécie de detergente muito usado, pois além de formar espuma é um composto barato. Porém, comparado com outros detergentes, é o campeão diante das desagradáveis irritações. O uso desse componente nas lavagens diárias dos cabelos causa danos aos fios, que ficam fracos e com aparência quebradiça.

Chumbo – compõe o corante das tinturas, para escurecer os cabelos – pode causar anemia, alterações fisiológicas e do comportamento.

Amônia – usada em tinturas (para abrir as cutículas e facilitar a penetração dos corantes no fio de cabelo), produz queimaduras cáusticas e irritação das vias aeras.

PPD (corante) – a exposição contínua a este corante pode levar à sensibilização da pele; nos olhos, pode provocar a perda permanente da visão. No meio ambiente, é considerado muito tóxico para organismos aquáticos.

Resorcinol (corante) – irritante cutâneo e respiratório

Água oxigenada – usada para remover o pigmento natural do cabelo

Parabeno – é utilizado pelas indústrias de cosméticos para conservar em maior escala o tempo dos produtos. O médico Samuel Epstein – primeiro especialista a levantar os riscos que o parabeno oferece -, em seu livro Unreasonable Risk, considera que essa substância estimula o aparecimento do câncer em pessoas com predisposição à doença.

Diazolidinyl Urea – essa substância pode ser encontrada em: maquiagem fácil; cremes para unhas; cabelo; pele e também no pós-barba. Esse conservante possui formol, que pode causar câncer.

*Segundo a associação, uma alternativa é o uso de produtos ecológicos, orgânicos ou naturais. Uma dica é procurar produtos com selos de certificadoras conhecidas.

Publicado por Jornal A Tribuna – Quarta-feira, 24/11/2010

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