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alimentação, saúde e bem estar

CONSUMIR OU NÃO LEITE DE VACA e derivados

Há muito se discute a utilidade ou não do leite de vaca para o organismo humano. O fato é que na natureza nenhum animal consome leite de outra espécie na idade adulta. Os animais são herbívoros ou carnívoros.
Então, porque temos que tomar leite de vaca?
Seria de fato necessário?
Infelizmente as grandes cidades chinesas hoje não resistiram ao ocidentalismo . Os asiáticos típicos, do interior da China, Vietnã, Japão, Coréia, Tailândia, etc, não usam laticínios.
Após a Segunda Guerra Mundial, o leite foi liofilizado e industrializado, isto é, o leite tornou-se um pó que não estraga, não derrama, não precisa de refrigeração. Com isso e com a propaganda maciça do “Leite Ninho”, as mães da década de 50, 60, 70, deixavam de oferecer o leite materno , para oferecer mamadeira de “Le ite Ninho”, engrossada com amido de milho, água de arroz , farinha de milho, etc. (e alargavam-se os bicos de mamadeira)
Vimos aí gerações com índices crescentes de doenças pulmonares como bronquite alérgica, sinusite, rinite, eczemas de pele, etc…
No final já dos anos 80, houveram questionamentos quanto à alergia ao leite de vaca, porém , só se faziam relações com casos de diarréia em bebês, incontroláveis e que levavam a assaduras vermelhas, extensas e brilhantes. As pesquisas mostraram depois, que muitas crianças apresentavam alergia a LACTOSE ( açúcar do leite) .
Prontamente as multinacionais do leite , ofereceram fórmulas sem lactose e por muito tempo achou-se que estava tudo resolvido. Porém, as doenças respiratórias ainda persistem hoje em grande quantidade, levando muitas crianças à Pronto Socorros, com crises febris agudas e com muitas secreções em vias aéreas , o que chamamos de mucosidades(catarros).
O que sabemos hoje é que nós humanos não digerimos inteiramente a proteína do leite de vaca (chamada de caseína), enfim não temos enzimas para esta função. Só quem as tem é o bezerrinho, e, diga-se de passagem, é uma proteína complexa, capaz de levar o bezerro ao desmame em poucos meses e com mais de 100Kg.
Segundo a Medicina Chinesa, o leite de vaca ( de cabra ou qualquer animal ) gera mucosidades linfáticas, promovendo inflamações de órgãos do sist ema linfático, como: amígdalas e adenóides.
Estas mucosidades vão acumulando-se na rede de vasos linfáticos e quando chega o inverno, ou quando a criança começa a frequentar a escolinha , vem infecções respiratórias de repetição, seguida de um uso enorme de antibióticos, anti-inflamatórios, bronco- dilatadores e inalações intermináveis.
Conversando com um colega médico, Dr Sidney Federmann, de excepcional capacidade, honestidade e dedicação à medicina, aprendi outras informações sobre o leite.
Por ex: nos produtos lácteos, como queijos, requeijão, creme de leite, leite condensado, leite in natura (mesmo o desnatado) encontramos o ácido palmítico e o ácido mirístico que causam o seguinte:
– Contraem a musculatura das artérias coronárias, sendo fator de hipertensão e infarto;
– Aumentam a adesividade das plaquetas e causam inflamação dentro das coronárias, predispondo à trombose;
– Causam aumento no sangu e do colesterol total, do LDL (ruim) e dos triglicérides;
– Diminuem o HDL (bom) aumentando o risco de infarto;
– Causam arritmia cardíaca;
– Causam resistência a insulina predispondo ao diabetes.

Uma dieta rica em proteínas animais (leite, queijo, carnes, ovos) faz o indivíduo perder cálcio pela urina originando osteoporose.
Principalmente o queijo, ocasiona perda de cálcio pela urina, ainda maior, piorando a osteoporose.
Os laticínios e outras proteínas como carne vermelha, frango ou porco aumentam o risco de câncer de próstata, mama, cólon e reto e de pulmão, sem falar do aumento do risco de doenças cardiovasculares.
O cálcio deve ser ingerido proveniente de verduras com alta concentração de cálcio, como brócolis, agrião, folhas de abóbora e mandioca, feijões (principalmente o branco) arroz integral, pão, macarrão, bolos e bolachas integrais. Estes alimentos de origem animal provocam acúmulo de nitro g ênio no sangue, e quando este é eliminado pelos rins, acaba impedindo a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais provocam então calciúria, que é a perda involuntária de cálcio pela urina, o que a longo prazo acarretará a osteoporose. Podemos deduzir que a alta estatística de osteoporose na população mundial tenha relação direta com excesso de consumo de proteínas animais.
Com a alimentação integral e vegetariana, haverá menos perda de cálcio pela urina. (texto extraído do livro “Prevenção de doenças crônicas” Dr. Sidney Federmann -Ed: Minuano)
O uso de carne deve ser bem balanceado e não é necessária em todas as refeições.
Recomendo que seja dado às crianças, que não podem ser aleitadas com aleitamento materno exclusivo, LEITE DE SOJA. Hoje já temos fórmulas balanceadas nas drogarias para bebês até dois anos de idade. Com complementos minerais e vitaminas, excelentes para o crescimento saudável do bebê.
Temos que refletir a respeito da nossa alimentação, devemos ter bom senso, fugirmos dos excessos de açúcar, farinhas brancas refinadas e de proteínas animais. Sem falar que estaremos auxiliando também o ecossistema.

Fonte: Site Dra. Ana Clélia Mattos – http://www.anacleliamattos.med.br/

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Sobre Camila

Formada em arquitetura e urbanismo pela FAU-UFRJ e em terapias ayurvédicas pelo CMIRJ. Participou de diversos cursos de culinária vegetariana e vegana, sempre nutracêutica - que tem a função de curar - com chefes renomados do rio de janeiro e do rio grande do sul. Amante da vida comunitária e do tema da sustentabilidade residiu por um ano na Ecovila Arca Verde|RS, onde participou da formação “Caminhos para a vida Sustentável”, com abordagem em temas de educação e vida conscientes nas 4 dimensões da existência humana: social, ecológica, econômica e visão de mundo. Recentemente, participou do seminário: Ayurveda e a Saúde da Mulher - pela ABRA-RJ, com a médica indiana Dra. Varsha Santosh, que pode trazer um enfoque ainda mais prático desta terapia. Certificada pelo IECAM - Instituto de Estudos da Culturas da Amazônia no curso básico de ervas medicinais e farmácia caseira. Atende em terapias ayurvédicas no Rio e em Petrópolis, com enfoque em orientação alimentar, ambulatório e rotina diária. Facilita palestras, cursos e vivências nas áreas do ayurveda, sagrado feminino, auto-conhecimento/espiritualidade e associação entre alimentação, saúde e sustentabilidade.

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