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educação e cultura

amor: eros, storgé, philos e agapé

Intuitivamente achei que houvesse uma explicação para cada forma de amar. sou geminiana e naturalmente apaixonada, então o amor esteve sempre muito presente na minha vida. observar a maneira como o amor se expressa, ou como as pessoas expressam seu amor [claro, que muitas vezes embolada em alguma situação em particular] me levou a acreditar na existência de mais de um tipo de amor, afinal, não é possível que Jesus Cristo fale há tanto tempo em amor – ” ame a seu próximo como a si mesmo”, ” ame os seus inimigos” – e até hoje não tenhamos conseguido chegar lá! só podemos estar pegando um caminho diferente…

numa das minhas leituras encontrei uma coisa que me chamou a atenção. se você não sabe o que busca, muito provavelmente não tem chance de encontrar, de forma que, talvez seja melhor saber que tipo de amor esteja buscando.

para iniciarmos um entendimento a respeito do amor é preciso que o desdobremos em quatro palavrinhas de origem grega. isso, até onde eu pude entender, é claro!
o novo testamento foi escrito originalemente em grego. para os gregos existem quatro palavras diferentes para descrever amor: eros, storgé, philos e agapé. eros, da qual deriva erótico, significa sentimento baseado em atração sexual e desejo ardente. storgé, que quer dizer afeição, representa o sentimento especialmente que nutrimos pela família e amigos mais próximos, aquela outra família. o fato é que nem eros, nem storgé aparecem no novo testamento. a outra palavra é philos, um sentimento de fraternidade, que aparece quando temos um amor recíproco, um amor condicional, quando você ama por ser amado, quando você retribui quando alguém o faz sentir especial. a última palavrinha é agapé que os gregos empregavam para descrever um amor incondicional, baseado no comportamento que temos em relação às pessoas, sem que haja uma necessidade de troca.
percebe? não existe em agapé um sentimento e sim um comportamento.
o amor ao qual Jesus se refere é agapé. um comportamento amoroso que devemos ter com as outras pessoas, independente de que elas tenham conosco ou não.
daí, então, leve para a prática diária: quando aquele carinha quiser “aquilo” e falar que te ama, não escute amor, e sim eros e poupe-se da ilusão! quando seu chefe te encher os pacová pratique agapé com ele e livre-se de uma demissão!
depois, quando eu falo que falo grego e por isso ninguém me entende, as pessoas acham que estou brincando…
Este artigo foi publicado originalmente em meu blog em 15.07.09.
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Sobre Camila

Formada em arquitetura e urbanismo pela FAU-UFRJ e em terapias ayurvédicas pelo CMIRJ. Participou de diversos cursos de culinária vegetariana e vegana, sempre nutracêutica - que tem a função de curar - com chefes renomados do rio de janeiro e do rio grande do sul. Amante da vida comunitária e do tema da sustentabilidade residiu por um ano na Ecovila Arca Verde|RS, onde participou da formação “Caminhos para a vida Sustentável”, com abordagem em temas de educação e vida conscientes nas 4 dimensões da existência humana: social, ecológica, econômica e visão de mundo. Recentemente, participou do seminário: Ayurveda e a Saúde da Mulher - pela ABRA-RJ, com a médica indiana Dra. Varsha Santosh, que pode trazer um enfoque ainda mais prático desta terapia. Certificada pelo IECAM - Instituto de Estudos da Culturas da Amazônia no curso básico de ervas medicinais e farmácia caseira. Atende em terapias ayurvédicas no Rio e em Petrópolis, com enfoque em orientação alimentar, ambulatório e rotina diária. Facilita palestras, cursos e vivências nas áreas do ayurveda, sagrado feminino, auto-conhecimento/espiritualidade e associação entre alimentação, saúde e sustentabilidade.

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